CORRIDA PELO GOVERNO DO MARANHÃO JÁ COMEÇOU E O JOGO VAI ALÉM DAS URNAS


 

A disputa pelo Governo do Maranhão em 2026 já começou. E não é só nas urnas é, principalmente, na construção de narrativa. Em meio a um cenário de desconfiança crescente, pesquisas eleitorais voltam a ser vistas com ressalvas por parte do eleitorado.

O atual prefeito de São Luís, Eduardo Braide, aparece liderando todos os levantamentos divulgados até agora. Na sequência, surge Orleans Brandão, nome diretamente ligado ao grupo do atual governo.

O cenário reacende um velho roteiro da política maranhense. Em 2014, Edinho Lobão tentou herdar a força de um grupo tradicional, mas foi derrotado por Flávio Dino, que capitalizou o discurso contra oligarquias. Hoje, a história parece se repetir com novos personagens, mas com a mesma desconfiança no ar.

Braide, que muitos posicionavam como um nome de centro-direita, pode acabar orbitando o grupo dos chamados “ex-dinistas”. Se esse movimento se confirmar, há risco de ruptura com parte do eleitorado que esperava uma linha mais definida.

Enquanto isso, Lahesio Bonfim segue fora dos grandes blocos. Sem uma estrutura política robusta, pode novamente entrar na disputa de forma isolada, mas com espaço para crescer, especialmente se o eleitor enxergar em Braide uma continuidade do grupo ligado a Dino.

Já Felipe Camarão representa um ponto de tensão dentro do próprio grupo governista. Após alinhamento em 2022, o cenário atual indica ruídos e possíveis rupturas. A disputa interna expõe uma realidade conhecida: alianças políticas duram até onde o poder permite.

Nos bastidores, a movimentação de Braide chama atenção. A articulação na região Tocantina pode ser decisiva. Nomes como Mariana Carvalho surgem como possibilidade para vice, numa estratégia clara de ampliar presença no sul do estado.

Outro nome ventilado é o de Detinha, ligada ao grupo de Josimar de Maranhãozinho. Um movimento que adiciona peso político à chapa, considerando a capilaridade do grupo em diversos municípios, ao mesmo tempo, aumenta a complexidade do tabuleiro.

A lógica é direta: força no norte já existe. O desafio agora é consolidar espaço no sul. E nessa equação, a escolha da vice pode definir o rumo da eleição.

No fim, a pergunta continua no ar: se Braide avançar com apoio de setores ligados a Dino e, ao mesmo tempo, buscar nomes da direita, onde exatamente esse projeto se encaixa?

Porque uma coisa é certa:  o eleitor pode até ser influenciado…
mas quando percebe incoerência, também sabe reagir.

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